Informação sobre gripe, causas, sintomas e tratamento da gripe, com diagnóstico de gripe sazonal, gripe das aves, gripe A e outras, diferenciando-as do resfriado e identificando as formas de transmissão e cuidados a ter para a sua prevenção.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Prevenção da gripe sazonal

O método mais eficaz de se proteger contra a gripe sazonal é a vacinação. Deste modo, o risco de doença pelo vírus da gripe é menor e o perigo de eventuais complicações associado aos grupos de risco* é consideravelmente reduzido. A vacina da gripe está recomendada para todas as pessoas que pertençam a grupos de risco bem como todos os que não querem adoecer com gripe. A vacinação é possível a partir dos seis meses de idade. Uma vez que a vacina é adaptada todos em anos aos vírus que estão em circulação, a vacinação contra a gripe deve ser repetida anualmente antes da periodo invernoso.
Uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercício e um descanso adequado são factores essenciais à manutenção da saúde em qualquer idade e ajudam o organismo a defender-se contra as infecções e outras doenças. No entanto, não são por si só suficientes para protecção contra a gripe.

Medidas de higiene

As seguintes medidas de carácter geral ajudam a reduzir a transmissibilidade dos agentes patogénicos:
  • Lavar as mãos bem e com regularidade, usando água e sabão.
  • Quando espirrar ou tossir deve sempre que possível usar-se um lenço ou colocar a mão em frente à boca. Seguidamente, lavar bem as mãos usando água e sabão.
  • Utilizar lenços descartáveis de papel e deitá-los no balde do lixo.
  • Se sofrer dos sintomas acima descritos, deve reduzir ao máximo o contacto com outras pessoas, por exemplo, ficando em casa.

Modo de transmissão da gripe sazonal

O modo de transmissão mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de pequenas gotículas de aerossol, expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus influenza, a pessoas suscetíveis, ao falar, espirrar e tossir.
A infecciosidade é sempre inferida com base na excreção viral pelo trato respiratório superior, porém a relação entre excreção viral nasofaringeana e transmissão é incerta e pode variar, particularmente em função do nível de imunidade preexistente. Indivíduos adultos saudáveis infectados transmitem o vírus 24 a 48 horas antes do início de sintomas, porém a títulos muito mais baixos do que durante o período sintomático. Nesse período, o pico da excreção viral é observado nas primeiras 24 a 72 horas de doença e declina até níveis não detectáveis por volta do 5° dia. Pessoas com alto grau de imunodepressão podem excretar vírus por semanas ou meses. As crianças, comparadas aos adultos, também excretam vírus mais precocemente, por longos períodos e com maior carga viral.
Eventualmente, também pode ocorrer transmissão pelo ar, pela inalação de pequenas partículas residuais, que podem ser levadas a distâncias maiores que um metro.
Também há evidências de transmissão pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente. Nesse caso, as mãos são o principal veículo, ao propiciarem a introdução de partículas virais diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. A eficiência da transmissão por essas vias depende da carga viral, contaminante a fatores ambientais, como umidade e temperatura, e ao tempo transcorrido entre a contaminação e o contato com a superfície contaminada.
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